Desligamentos por morte na educação mais do que dobrou no início deste ano

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Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o número de contratos de trabalho extintos por morte na área da educação cresceu 128% nos primeiros quatro meses de 2021, na comparação com o mesmo período de 2020. Apenas entre os meses de janeiro e abril deste ano, foram 1.479 desligamentos por morte no Brasil.

Os desligamentos de trabalhadores(as) por morte no Brasil aumentou 89%. A área da educação foi a quarta maior afetada. Não foi por falta de aviso que as mortes atingiram estes números alarmantes. O Sindifoz, assim como diversas entidades representantes de trabalhadores de todo o país, esteve à frente na luta pela defesa da vida dos servidores da educação desde o início da pandemia, culminando com o movimento Greve pela Vida este ano, por exemplo, que iniciou em Itajaí, um dos municípios da base do sindicato.

No entanto, sabe-se que o país é gigante e, infelizmente, está sendo gerido por governantes negligentes e irresponsáveis no que se refere ao controle da pandemia. Não é por acaso que Rondônia, Amazonas e Mato Grosso são os estados com o maior crescimento no número de desligamentos por morte em 2021, na comparação com o mesmo período de 2020. Essas também são as regiões que apresentaram as maiores taxas de mortalidade por Covid-19 até junho de 2021.

O sindicato seguirá protagonizando a luta para frear o nível de contaminação e defender a vida de todos na sua região. No entanto, essa luta é coletiva. É necessário que cada um faça a sua parte, ou seja, cuide-se. Quem puder, deve seguir fazendo isolamento social, mantendo o distanciamento, usando máscara e lavando as mãos com frequência. Somente com o esforço conjunto de todos, a pandemia terminará.